Avistamento Contado em Prosa e Link
Que estilo de narrativa seria a mais adequada para se relatar o avistamento de um OVNI? Acredito que sempre dependerá do gosto de cada um, no entanto, aproveito essa narração para realizar uma espécie de proposta tecno-narrativa. As palavras em azul são "rollovers" que tocados pelo cursor do mouse apresentam uma pequena ilustração. Muitas vezes em meio a leitura de uma página não acionamos um link com receio que este nos leve para uma outra página que demora a carregar ou que mesmo não é exibida por algum motivo qualquer, o que nos fazem, de qualquer forma, perder o fluxo da leitura... Passando simplesmente o cursor do mouse sobre os aparentes links, nenhuma página será carregada, nem tão pouco uma janela do tipo pop-up. Enfim, não foi a toa que essa página demorou tanto a entrar, se a sua conexão não é veloz.

Não estou tentando convencer ninguém da existência deles... Aliás, um ateu como eu corre o risco de escutar de um crédulo ressentido... "Tá vendo, não acredita no criador, mas vê discos voadores..." 

Quero, antes de mais nada, me escudar na sigla O.V.N.I., o que vi por três ocasiões distintas foram Objetos Voadores Não Identificados por mim, enfatizando: eu é que não consegui identificá-los... Por favor, duvidem do que vi, ou seja, dêem alguma explicação diferente para o que digo ter visto, mas, não duvidem da minha inteligência... O que poderia estar ganhando ao reportar esses "encontros do primeiro grau"? Não estou obtendo nada com isso a não ser o prazer de compartilhar uma experiência que nos faz pensar. Esses avistamentos, apesar de significativos na minha experiência de vida, não me deixaram obcecado pelo assunto, não passei a ser uma dessas pessoas que fazem de um possível mistério o carro chefe de suas vidas; Não substituí a suposta necessidade   que  os  homens  teriam  de  cultuar  o  fantástico,  ou  seja,  não  estou  a
Tem gente faturando... Cuidado!
Duvivier em Copacabana e meu pai na cobertura do mesmo prédio. Era algo em torno de dez horas da noite e assistíamos a um desfile de misses na TV, tão populares naqueles anos sessenta. Não era um desfile de misses importante, era um paralelo, digamos assim, e estava sendo transmitido da antiga sede do Botafogo no Mourísco, se não me falha a memória. Desço a este detalhe porque, de repente, pode haver alguém interessado em uma pesquisa mais profunda e pode por esses dados chegar a uma data do dia que isto ocorreu. 

Eis que as luzes da cidade se apagaram, o que não era nenhuma novidade naqueles tempos de blackouts constantes, todavia, esse não foi um dos tantos programados, me recordo bem disto. Saímos então para o terraço e sentamos lado a lado em um banco desses de jardim que meu pai lá pusera. Meu pai deveria estar fumando seu Petit Londrino sem filtro, creio que a esse tempo não havia migrado para o cachimbo. Se alguém que me leia já viu um vaga-lume, algo tão comum, entenderá que o que eu e meu pai percebemos quase que ao mesmo tempo. O que quero dizer é que na maioria das vezes percebemos o vaga-lume com o canto dos olhos e só da segunda vez é que conseguimos focalizar o ponto exato onde o inseto acendeu sua luz. Com a ausência da luz e de nuvens, numa noite sem luar, podíamos divisar as estrelas com bastante nitidez. Perguntei a meu pai se ele havia sentido uma "piscação" no céu e com sua resposta positiva passamos a observar com atenção o que se passava bem acima de nossas cabeças a uns quinze mil metros de altura, chutaria com o pensamento de hoje... Pois bem, o OVNI se deslocava em uma espécie de zig-zag, a cada ponto de parada ou referência deste movimento dava uma baita piscada que parecia mudar de cor do laranja ao azul claro, essas piscadas alcançariam, só para dar uma idéia, a intensidade de Vênus, o ponto luminoso mais forte do céu depois da Lua e, claro, do Sol... entre um ponto de piscada e outro podíamos perceber um objeto se deslocando a uma velocidade muito superior a que um avião de caça moderno, só para traçar uma comparação. A direção era do sul para o norte e o avistamento durou coisa como uns trinta segundos. O gráfico abaixo tenta dar uma idéia aproximada do que vimos àquela noite. Consegui essa imagem do céu carioca em um site francês dedicado a astronomia, aparecem muito mais estrelas do que normalmente observamos a olho nu...
Segundo meu pai não fora a primeira vez que daquele terraço vira um OVNI ou disco-voador, como na época todos falavam. Foi minha primeira vez e demorou, aproximadamente, 16 anos para eu ter a chance de outro avistamento...